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quarta-feira, 31 de março de 2010

kia soul

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EU RECOMENDO !! kia soul


Jornalista vai ao Salão do Automóvel ver os lançamentos, as entrevistas e, principalmente, para esbarrar com as pessoas que estão desenvolvendo os futuros carros. Depois de alguns salões, você inventa macetes para fazer o trabalho render. O meu foi sentar num banco e esperar os personagens chegarem, mais ou menos como faz o Carlos Alberto de Nóbrega no programa A Praça é Nossa. Tentei outros lugares, mas a bússola de quem entende do assunto apontava para o Kia Soul.

“O packaging [arquitetura interna] dele é muito interessante”, disse um engenheiro da Renault que eu já havia encontrado dentro do Hyundai i30. “O Peter Schreyer é muito talentoso, está fazendo um ótimo trabalho”, afirmou um designer da Volkswagen, a respeito do chefe de estilo da Kia. “Você viu que aquele carro tunado não era um modelo montado para o salão? Até os adesivos são acessório de fábrica”, disse um gerente da Toyota. Falavam isso com a admiração de quem gosta de carro – e com uma ponta de preocupação. O Soul chegará às lojas em março, como importado, ao preço de 65 000 reais. Em 2011, ele irá inaugurar a linha de produção da Kia na cidade de Salto (SP).

Não ouvi de ninguém que o Soul fosse bonito. Nem de Zeca Chaves, redator-chefe da revista. Isso me intrigou bastante, porque, é certo, o carro tem presença. Discutimos algum tempo até chegar ao adjetivo exato: o Soul é maneiro. Não sei quantas pessoas querem ter um carro maneiro, mas as que quiserem ganharam um modelo que se dedicou a isso de corpo e alma.

O corpo é esse que vocês estão vendo. A receita é mais ou menos a do Kangoo, mas você não tem a menor dúvida de que são coisas diferentes. O Soul segue o estilo “caixote”, que ficou famoso com o Scion xB, da Toyota, com o Mini e o Land Rover Discovery. Na hora de desenhar a capota ou as janelas, a equipe de estilo da Kia não tinha por perto nenhum compasso. Só régua. Além de dar o tal vi­sual maneiro, o formato caixote traz facilidade de estacionar, porque você enxerga onde a carroceria termina. Não que precise: o modelo preto tem sensores de estacionamento e o vermelho traz ainda uma câmera montada acima da placa traseira. Engate a ré, e o retrovisor interno assumirá novas imagens, como se fosse um espelho mágico. E o Soul tem posição de dirigir alta, típica das minivans.

Mas abra o capô e repare como o motor fica lá embaixo: a casca é de furgãozinho, mas a base e o centro de gravidade são de carro de passeio – uma variação da plataforma do Kia Rio. Como eu dizia, o Soul se dedicou a ser maneiro de corpo (isso vocês já esperavam) e também de alma. Os engenheiros da Kia deram atenção a detalhes que costumam passar despercebidos, num carro despretensioso desses. Os freios têm ótima sensibilidade e a alavanca de câmbio não é genérica: pede alguma força no começo do engate e em seguida chupa a marcha. Não é nada, não é nada, ela traz um gostinho de Porsche. O câmbio automático que equipava o carro vermelho não brilha, tem quatro marchas e pouca interatividade, mas atende aos clientes que querem apenas ir do trabalho para casa, sem envolvimento.

Um carro desses merecia um sistema de direção melhor. Essa caixa com assistência elétrica é leve demais em qualquer velocidade. Você faz a curva virando e desvirando o volante, em busca de alguma resposta, mas ela não vem. Alô, rapazes da Kia: leveza é conforto até 40 km/h. Acima disso, é cansativo. Em 2010, teremos uma versão com motor 2.0 16V, mas esse 1.6 16V com comando variável se vira bem, com respostas consistentes desde a faixa dos 1 500 giros.

O Soul não chega a ser um Honda Fit, mas faz curva muito melhor que o EcoSport. E, se o dono quiser melhorar isso, basta buscar uma oficina de tuning. No caso, uma concessionária Kia. “Teremos kit de suspensão mais firme, chip de maior potência para motor, os adesivos na lataria... O cardápio de opcionais desse carro é imenso, basta pedir”, diz Dino Arrigoni, diretor de assistência técnica. Esses dois carros são anteriores à pré-série da fábrica, mas servem de referência: o carro preto é mais ou menos o que será nossa versão básica, incluindo aí as rodas aro 18. O vermelho traz muito dos equipamentos que serão oferecidos – e a Kia promete trazer até esse painel escarlate.

Eu, daqui, gostaria de pedir uns equipamentos bem mundanos: computador de bordo, bandejas para os passageiros de trás, travamento automático das portas, cinto de três pontos e apoio de cabeça para o quinto passageiro... Conveniências apreciadas pelo público das minivans, mas ausentes nesses dois carros. O Soul não precisa fugir das famílias, para reforçar seu espírito jovem. Mesmo se tivesse três cadeirinhas de bebê instaladas no banco de trás e uma fralda esticada na janela, protegendo da claridade, esse Kia pareceria o que é. Um carro maneiro.
http://quatrorodas.abril.com.br/carros/impressoes/kia-soul-417382.shtml

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