O que fazer na prática para o dinheiro render mais
A meia é um dos itens mais antigos e essenciais do vestuário humano. Hoje ela é vista como algo simples e barato, mas ao longo dos séculos o par de meias já foi símbolo de extrema riqueza, alta tecnologia e até pivot de disputas de patentes reais.
Antes de existirem tecidos elásticos, os seres humanos precisavam proteger os pés contra o frio extremo e o atrito dos calçados rudimentares.
Pré-história: Os primeiros registros de "meias" consistiam em peles de animais amarradas ao redor dos pés e tornozelos.
Grécia Antiga: No século VIII a.C., o poeta grego Hesíodo mencionava o uso de piloi, que eram meias feitas de pelos de animais emaranhados (uma forma primitiva de feltro) para usar por baixo das sandálias.
Roma Antiga: Os romanos desenvolveram as udones, meias feitas de tecido costurado ou lã tricotada para proteger os soldados do frio das campanhas militares no norte da Europa.
As meias tricotadas mais antigas que sobreviveram até os dias atuais foram encontradas no Egito e datam dos séculos III a V d.C.
Essas meias egípcias eram feitas de lã colorida e tinham uma característica visual única: uma divisão entre o dedão e os outros dedos. Esse design era proposital para que elas pudessem ser usadas perfeitamente com sandálias de tiras, mantendo os pés aquecidos.
Durante a Idade Média, as calças e as meias eram uma peça única ou costuradas diretamente uma na outra, evoluindo para as famosas "meias-calças" masculinas usadas pela nobreza.
Exclusividade dos Nobres: No Renascimento, as meias tornaram-se itens de altíssimo luxo. Os nobres exibiam meias de seda pura, coloridas e ricamente bordadas para demonstrar sua riqueza e status social. O povo comum usava meias rudimentares de lã grossa ou linho, que desfiavam e furavam com facilidade.
A Invenção da Máquina de Tricô (1589): A grande revolução mecânica veio com o clérigo inglês William Lee. Ele inventou a primeira máquina de tecer meias para ajudar sua esposa, que passava horas tricotando à mão para gerar renda. A Rainha Elizabeth I da Inglaterra, contudo, negou a patente a Lee temendo que a máquina tirasse o emprego dos artesãos manuais e porque achou as meias de lã geradas pela máquina muito grossas para a realeza.
Até a década de 1930, as meias ainda dependiam muito de fibras naturais como algodão, lã e seda (que quebravam e deformavam facilmente). A química moderna mudou tudo.
A Revolução do Nylon (1938): A empresa DuPont desenvolveu o Nylon, a primeira fibra sintética totalmente artificial. Quando as meias de nylon chegaram ao mercado em 1940, foi uma febre absoluta. Elas eram finas, elásticas, baratas de produzir e incrivelmente resistentes.
Segunda Guerra Mundial: Durante a guerra, o nylon foi confiscado para a fabricação de paraquedas. Isso gerou um mercado negro de meias e fez com que muitas mulheres pintassem linhas pretas na parte de trás das pernas para fingir que estavam usando o acessório.
A Elastana (Lycra): Na década de 1960, a introdução da elastana trouxe o ajuste perfeito que conhecemos hoje, permitindo que o par de meias esticasse e voltasse ao formato original sem escorregar pelas pernas.
"Uma rainha não tem pernas!", disse ele friamente.
Talvez até a pobre princesa tivesse apreciado muito as meias de seda mas, como foram oferecidas de forma tão direta e em público, não lhe restava outra solução senão ficar chocada, ainda que intimamente isso a aborrecesse. Afinal de contas, oficialmente ela não tinha pernas.
Igualmente grande é a distância que vai desde as meias da Idade Média até as de náilon. Pertence às curiosidades da história da moda ver o longo caminho que percorreram as meias.
Não foi por acaso que as meias reapareceram na Espanha. A moda espanhola, que dava o tom da moda européia entre 1550 e 1650, sobretudo a masculina, tinha necessidade de criar meias que não enrugassem nas pernas. Veja nossas resenhas sobre produtos:
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